Um crime que causou forte comoção em Natal, no Rio Grande do Norte, ganhou desfecho judicial após julgamento encerrado na madrugada do dia 30 de abril de 2026. Seis pessoas foram condenadas pela morte da jovem comerciante Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, de 22 anos, assassinada em maio de 2021 dentro do próprio local de trabalho.
Entre os condenados estão a irmã da vítima, Paloma Nataluska, e o cunhado, Luciano Cabral, apontados pela investigação como mandantes do crime. Ambos foram condenados a 16 anos, 7 meses e 15 dias de prisão em regime fechado.
Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, o assassinato teria sido motivado por disputa patrimonial envolvendo herança familiar. As investigações apontaram que o crime foi planejado de forma organizada e executado com precisão.
No dia da execução, Pollyana trabalhava normalmente em uma loja de material de construção, localizada no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na zona norte de Natal. Testemunhas relataram que dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta, mandaram funcionários saírem e seguiram diretamente até os fundos da loja, onde efetuaram os disparos contra a jovem.
A dinâmica da ação já indicava, desde o início, que o alvo era específico e que havia planejamento prévio. O caso avançou com a Operação Off Road, conduzida pela Polícia Civil, que identificou os executores e os supostos mandantes.
O julgamento aconteceu no Fórum Miguel Seabra Fagundes, iniciado no dia 27 de abril e concluído após vários dias de depoimentos, perícias e reconstituições do crime.
Durante a sessão, a acusação sustentou que o homicídio foi articulado conscientemente por interesses financeiros, tese acolhida pelo júri popular.

